Economizar para a entrada de uma casa é um dos maiores desafios financeiros para quem quer sair do aluguel. Usar uma conta com rendimento automático — como a conta do Mercado Pago, que rende a partir de 100% do CDI sem nenhuma ação manual — pode acelerar esse acúmulo sem exigir conhecimento avançado em investimentos.
Ao longo deste artigo, você vai encontrar um passo a passo com o cálculo do valor da entrada, a montagem de um orçamento voltado para essa meta, o uso dos Cofrinhos e da conta rendimento do Mercado Pago, uma simulação prática de crescimento do saldo em diferentes cenários e estratégias para manter a consistência ao longo dos meses.

Quanto custa a entrada de uma casa e como calcular sua meta
Antes de escolher onde guardar dinheiro, é preciso saber quanto juntar. Essa etapa de planejamento define todo o restante da estratégia.
Como descobrir o valor da entrada do imóvel que você quer
A maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil exige entre 20% e 30% do valor do imóvel como entrada. Programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida podem trabalhar com percentuais menores, dependendo da faixa de renda e das condições vigentes — por isso vale consultar os simuladores dos bancos parceiros para ter o número exato.
Um exemplo concreto ajuda a visualizar a escala do desafio: se o imóvel que você quer custa R$ 300 mil, a entrada pode variar entre R$ 60 mil e R$ 90 mil. Esse intervalo já define o terreno de jogo para o seu planejamento.
Além do valor da entrada, considere os custos de cartório, ITBI e eventuais reformas iniciais. Esses gastos costumam representar entre 3% e 5% do valor do imóvel e precisam entrar na conta para que a meta seja realista.
Defina um prazo e calcule o aporte mensal necessário
Com o valor da entrada estimado, o próximo passo é definir em quanto tempo você quer atingir essa meta. Divida o valor total pelo número de meses do prazo escolhido — esse cálculo revela o aporte mensal mínimo necessário para chegar lá.
Para uma entrada de R$ 60 mil em 36 meses, o aporte mínimo seria de R$ 1.667 por mês, sem contar nenhum rendimento. Quando o dinheiro fica em uma conta que rende, esse valor tende a ser menor na prática, porque o rendimento acumulado vai complementando o esforço mensal.
Esse cálculo inicial serve como ponto de partida. O plano pode e deve ser ajustado conforme a realidade financeira mude ao longo do tempo.
Como montar um orçamento mensal voltado para a entrada do imóvel
O primeiro movimento é mapear todas as receitas e despesas do mês, separando o que é fixo — aluguel, contas, parcelas — do que é variável — lazer, alimentação fora de casa, compras pontuais. Esse diagnóstico revela onde o dinheiro vai antes mesmo de você tomar qualquer decisão.
A regra 50-30-20 pode servir como referência flexível nesse processo: 50% do orçamento para necessidades, 30% para desejos e 20% para metas e reservas. Esse último bloco é o candidato natural para receber os aportes voltados à entrada do imóvel. Não é uma fórmula rígida, mas um ponto de partida para quem ainda não tem o hábito de separar dinheiro com regularidade.
Ao identificar gastos variáveis que podem ser reduzidos, o valor disponível para a meta tende a crescer. O ponto central é que esse dinheiro separado precisa ir para um lugar onde renda de forma automática — e não ficar parado na conta corrente, onde não gera nenhum retorno.
Conta rendimento do Mercado Pago: como ela funciona para quem está juntando dinheiro
Com o orçamento organizado e o valor do aporte definido, o próximo passo é escolher onde guardar esse dinheiro de forma que ele cresça enquanto você poupa.
Rendimento automático a partir de 100% do CDI
A conta do Mercado Pago rende a partir de 100% do CDI de forma automática, sem que você precise fazer nenhuma aplicação manual. Quem traz pelo menos R$ 1.000 por mês entre a conta e os Cofrinhos pode ter o rendimento elevado para 105% do CDI — o que, em períodos de CDI em dois dígitos, representa um ganho relevante ao longo de meses.
Para comparar: a poupança tradicional rende menos que 100% do CDI na maioria dos cenários, o que significa que o dinheiro guardado nela perde terreno em relação a outras opções de liquidez diária. A conta do Mercado Pago oferece liquidez diária — o saldo fica disponível a qualquer momento, sem carência.
Cofrinhos: separe o dinheiro da entrada do resto do saldo
Os Cofrinhos são uma funcionalidade dentro do app do Mercado Pago que permite separar o dinheiro por objetivo. Ao criar um Cofrinho com a meta “entrada da casa”, o valor fica isolado do saldo principal — o que reduz a chance de gastar esse dinheiro por impulso ou por descuido.
Além da separação psicológica, os Cofrinhos oferecem um rendimento maior: 115% do CDI para valores até R$ 5 mil, e até 120% do CDI para assinantes do Meli+, com limite de R$ 10 mil. O resgate pode ser feito a qualquer momento, com o rendimento acumulado até a data mantido. Essa combinação de rendimento acima da média e liquidez diária torna os Cofrinhos uma ferramenta relevante para quem está acumulando dinheiro com uma meta específica.

Simulação prática: quanto seu dinheiro pode render em 12 e 24 meses
Para tornar o plano mais concreto, vale visualizar o que diferentes aportes mensais poderiam gerar ao longo do tempo. Os valores abaixo são aproximados e consideram rendimento a 105% do CDI, com a taxa CDI próxima de dois dígitos ao ano. Como o CDI varia, os resultados reais podem ser diferentes — os cenários servem para ilustrar a diferença entre guardar com rendimento e guardar sem rendimento.
- Aporte de R$ 500/mês: em 12 meses, o total guardado sem rendimento seria R$ 6.000. Com rendimento a 105% do CDI, o saldo tenderia a chegar próximo de R$ 6.300. Em 24 meses, a diferença se amplia: o total sem rendimento seria R$ 12.000, enquanto com rendimento o saldo poderia ultrapassar R$ 13.000.
- Aporte de R$ 1.000/mês: em 12 meses, o total sem rendimento seria R$ 12.000, e com rendimento o saldo poderia chegar próximo de R$ 12.600. Em 24 meses, o total sem rendimento seria R$ 24.000, e com rendimento o saldo poderia ultrapassar R$ 26.000.
- Aporte de R$ 2.000/mês: em 12 meses, o total sem rendimento seria R$ 24.000, e com rendimento o saldo poderia se aproximar de R$ 25.200. Em 24 meses, o total sem rendimento seria R$ 48.000, e com rendimento o saldo poderia ultrapassar R$ 52.000.
A diferença entre guardar com rendimento e guardar sem rendimento cresce conforme o prazo aumenta. Isso acontece porque o efeito dos juros compostos se acumula mês a mês — cada rendimento gerado passa a compor a base de cálculo do período seguinte. Para quem tem um prazo de dois anos ou mais, essa diferença pode representar vários meses a menos de esforço para atingir a meta.
Estratégias para manter a disciplina e não resgatar antes da hora
Um dos maiores riscos de qualquer plano de economia é o resgate antecipado. A forma mais eficaz de evitar isso é automatizar os aportes: programar a transferência para os Cofrinhos assim que o salário cai na conta elimina a decisão mensal e reduz a tentação de usar esse dinheiro para outra coisa.
Manter uma reserva de emergência separada da poupança para o imóvel também é fundamental. Quando surge um imprevisto — uma despesa médica, um conserto urgente — e não há reserva disponível, o dinheiro da entrada vira a alternativa mais acessível. Manter esses dois objetivos em contas ou Cofrinhos distintos protege o progresso acumulado.
A consistência ao longo do tempo tende a gerar resultados mais expressivos do que aportes altos feitos de forma esporádica. Revisar o plano a cada três ou seis meses permite ajustar o valor do aporte conforme a renda mude, cortar gastos que deixaram de fazer sentido e recalcular o prazo se necessário. Imprevistos acontecem, e ajustar o plano faz parte do processo — o que importa é não abandoná-lo.
Perguntas frequentes sobre economizar para a entrada de uma casa
Quanto preciso juntar para dar entrada em uma casa?
A maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil exige entre 20% e 30% do valor do imóvel. Programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida podem ter percentuais diferentes conforme a faixa de renda. Consultar os simuladores dos bancos ajuda a ter o valor exato para o imóvel que você quer.
O dinheiro na conta rendimento do Mercado Pago tem liquidez diária?
Sim. Tanto o saldo na conta quanto o valor guardado nos Cofrinhos podem ser resgatados a qualquer momento. O rendimento acumulado até a data do resgate é mantido — não há perda de rendimento por resgatar antes de um prazo fixo.
Qual a diferença entre deixar o dinheiro na conta e colocar nos Cofrinhos?
Na conta, o rendimento é a partir de 100% do CDI, podendo chegar a 105% para quem traz pelo menos R$ 1.000 por mês. Nos Cofrinhos, o rendimento pode chegar a 115% do CDI — ou 120% para assinantes do Meli+, com limite de R$ 10 mil. Além do rendimento maior, os Cofrinhos separam o dinheiro por objetivo, o que ajuda a não gastar o valor reservado para o imóvel.
Posso usar os Cofrinhos do Mercado Pago junto com outros investimentos?
Sim. Os Cofrinhos funcionam bem como parte de uma estratégia diversificada. Para prazos mais longos, pode valer a pena combinar com outras opções de renda fixa. A liquidez diária dos Cofrinhos é útil para a parcela do dinheiro que precisa ficar acessível — como o valor que você ainda vai acumular nos próximos meses antes de completar a entrada.
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Com o plano estruturado, o valor da meta calculado e os aportes definidos, o próximo passo é colocar tudo em prática. Criar um Cofrinho no app do Mercado Pago com o nome da sua meta — “entrada da casa”, por exemplo — e programar o primeiro depósito pode ser o ponto de partida para transformar esse objetivo em progresso real, mês a mês.
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*Consulte condições e tarifas em:
https://www.mercadopago.com.br/ajuda/termos-e-condicoes_299
